Domingos Miranda
Quem não luta por seu direitos não merece usufruir de qualquer benesse. E isto está acontecendo com a indústria nacional. Por uma série de equívocos, principalmente do governo federal, o setor manufatureiro brasileiro deixou de ser protagonista para o nosso desenvolvimento como vinha acontecendo há cerca de meio século. Mas, o mais preocupante nesta história é a acomodação dos dirigentes das entidades que representam o setor. Até parece a história do sapo na panela com água. Enquanto se aquece a água o sapo não reage até que morre.
O tiro de misericórdia está sendo dado agora, numa parceria diabólica entre o governo Temer, a Lava Jato, promotores e Polícia Federal. Aqui não estou defendendo a não apuração das falcatruas, mas que se puna os criminosos e preserve-se a indústria. A Petrobras, principal indutor do progresso, está sendo retalhada e repassada a empresas estrangeiras. A indústria de construção pesada, que mostrou sua competitividade internacional, já foi a nocaute diante da aliança da justiça brasileira com o FBI americano. Por último, e não menos pior, por causa de uma operação espalhafatosa da Polícia Federal, a indústria da carne sofreu um tremendo baque.
Houve um tempo em que as lideranças empresariais eram ponta de lança dos interesses do setor. Em cada época alguém se destacava. No início do século 20 foi o empresário Delmiro Gouveia, que passou a concorrer com a indústria têxtil inglesa, então a maior do mundo. Em meados do século Américo Romi passou a fabricar tornos, tornando-se o segundo maior do mundo, e foi o responsável pela produção do primeiro carro nacional, o Romi-Isetta, e em Joinville, Albano Schmidt passou a pesquisar a técnica do ferro maleável, totalmente desconhecida no Brasil, com o objetivo de produzir conexões metálicas. Em 1938 ele fundou a Fundição Tupy, que teve amplo sucesso, passando de 60 empregados para 3 mil em 1962.
A partir da década de 60 o nome de Antônio Ermírio de Morais passou a ser sinônimo do sucesso da indústria nacional. Mais tarde surgiu a figura de José de Alencar, o maior fabricante têxtil do país e que se tornou vice-presidente no governo Lula. Estes dois líderes nunca abaixaram o tom das denúncias contra a política dos juros altos e da taxa de câmbio suicida para o parque fabril. Ao contrário dos dias atuais, onde a Federação de Indústrias de São Paulo e outras congêneres encabeçaram a luta para o afastamento da presidente Dilma Roussef. Como recompensa encabeçada pelo empresário Paulo Skaf, a indústria nacional foi proibida de participar de leilões para a construção de plataformas da Petrobrás e teve o aumento de imposto para as empresas que mais geram emprego.
A população, entorpecida por uma imprensa que mais desinforma do que esclarece, bate palmas quando vê a Odebrecht demitir metade de seus 110 mil funcionários ou quando a justiça manda um representante americano fazer auditagem permanente dentro da nossa principal indústria aeronáutica, a Embraer. É o primeiro caso no mundo em que os traidores da pátria se transformam em heróis nacionais. Tem saída, pergunta alguém? Vai depender dos empresários e da conscientização do povo. A indústria nacional é necessária e vale a pena apostar nela.
Quem não luta por seu direitos não merece usufruir de qualquer benesse. E isto está acontecendo com a indústria nacional. Por uma série de equívocos, principalmente do governo federal, o setor manufatureiro brasileiro deixou de ser protagonista para o nosso desenvolvimento como vinha acontecendo há cerca de meio século. Mas, o mais preocupante nesta história é a acomodação dos dirigentes das entidades que representam o setor. Até parece a história do sapo na panela com água. Enquanto se aquece a água o sapo não reage até que morre.
O tiro de misericórdia está sendo dado agora, numa parceria diabólica entre o governo Temer, a Lava Jato, promotores e Polícia Federal. Aqui não estou defendendo a não apuração das falcatruas, mas que se puna os criminosos e preserve-se a indústria. A Petrobras, principal indutor do progresso, está sendo retalhada e repassada a empresas estrangeiras. A indústria de construção pesada, que mostrou sua competitividade internacional, já foi a nocaute diante da aliança da justiça brasileira com o FBI americano. Por último, e não menos pior, por causa de uma operação espalhafatosa da Polícia Federal, a indústria da carne sofreu um tremendo baque.
Houve um tempo em que as lideranças empresariais eram ponta de lança dos interesses do setor. Em cada época alguém se destacava. No início do século 20 foi o empresário Delmiro Gouveia, que passou a concorrer com a indústria têxtil inglesa, então a maior do mundo. Em meados do século Américo Romi passou a fabricar tornos, tornando-se o segundo maior do mundo, e foi o responsável pela produção do primeiro carro nacional, o Romi-Isetta, e em Joinville, Albano Schmidt passou a pesquisar a técnica do ferro maleável, totalmente desconhecida no Brasil, com o objetivo de produzir conexões metálicas. Em 1938 ele fundou a Fundição Tupy, que teve amplo sucesso, passando de 60 empregados para 3 mil em 1962.
A partir da década de 60 o nome de Antônio Ermírio de Morais passou a ser sinônimo do sucesso da indústria nacional. Mais tarde surgiu a figura de José de Alencar, o maior fabricante têxtil do país e que se tornou vice-presidente no governo Lula. Estes dois líderes nunca abaixaram o tom das denúncias contra a política dos juros altos e da taxa de câmbio suicida para o parque fabril. Ao contrário dos dias atuais, onde a Federação de Indústrias de São Paulo e outras congêneres encabeçaram a luta para o afastamento da presidente Dilma Roussef. Como recompensa encabeçada pelo empresário Paulo Skaf, a indústria nacional foi proibida de participar de leilões para a construção de plataformas da Petrobrás e teve o aumento de imposto para as empresas que mais geram emprego.
A população, entorpecida por uma imprensa que mais desinforma do que esclarece, bate palmas quando vê a Odebrecht demitir metade de seus 110 mil funcionários ou quando a justiça manda um representante americano fazer auditagem permanente dentro da nossa principal indústria aeronáutica, a Embraer. É o primeiro caso no mundo em que os traidores da pátria se transformam em heróis nacionais. Tem saída, pergunta alguém? Vai depender dos empresários e da conscientização do povo. A indústria nacional é necessária e vale a pena apostar nela.
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