Por Coletivo Formigueiro
Era uma escola muito engraçada, não tinha professores, não tinha alunos, não tinha nada. Essa poderia ser apenas uma paródia dos versos de Vinícios de Morais, para falar de mais uma escola sucateada. Mas é na verdade o destino de diversas escolas catarinenses.
Transformadas em meros números, as escolas agora precisam “render” pelo menos 120 matrículas, do contrário, fim da linha. Esse é o limite de viabilidade das escolas determinado pelas Gerências Regionais de Educação (Gered).
Seguindo a lógica do mercado, o governo do Estado de Santa Catarina consulta a comissão do Plano de Ofertas Educacionais (POE), vinculada à Secretaria de Estado da Educação (SED), para determinar quais escolas continuam abertas e quais serão descontinuadas. Somente em Joinville, com a “ociosidade” de aproximadamente 13 mil vagas, o governo do estado, nos últimos anos, fechou cinco estabelecimentos de ensino: Escola Rui Barbosa, Escola Conselheiro Mafra, Escola Monsenhor Sebastião Scarzello, Escola Plácido Xavier Vieira e Escola Dr. Elpídio Barbosa. Além da queda da demanda, o fechamento destas escolas é justificado pela dificuldade em recuperar estruturas físicas de prédios danificados pela ação do tempo.
Na região Norte de Santa Catarina, além de Joinville, outros municípios foram afetados com o fechamento de escolas, enturmação e municipalização. Em Jaraguá do Sul: Escola Erich Gruetzmacher, Escola Giardini Lenzi e Escola Professora Lília Ayroso Oschsler; em Schroeder: Escola Miguel Couto; em Corupá: Escola São José.
Em termos numéricos, dados do último Censo Escolar apontam que, em Santa Catarina, entre 2015 e 2016, as matrículas no Ensino Médio encolheram de 197 mil para 191 mil. Os dados à disposição não detalham as razões da queda nas matrículas dos jovens com idade entre 15 e 17 anos, os quais deveriam cursar o Ensino Médio. Poderia ser a baixa atratividade das aulas, ingresso no mercado de trabalho, queda da taxa de natalidade, migração. Mas estas possibilidades não são tão relevantes para as ADR’s. O que importa, ao que parece, é a economia de recursos públicos na educação: fim do pagamento de aluguéis de prédios, paralisação de reformas, e demissão de professores temporários. Com esses números somados às diminuições de alunos no Ensino Fundamental, o chamado reordenamento escolar avança pelo estado
Na outra extremidade dessa conta o Censo Escolar mostra que em 2016, em Santa Catarina, houve um aumento de 10 mil matrículas na pré-escola. Mas há também um déficit de 78 mil vagas em creches, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, divulgado em março de 2017. Em breve deverão ser divulgados dados do Censo 2017, realizado de maio a julho.
Precisamos somar esforços para que a educação escolar seja prioridade dos governos e, ao invés de fechar escolas sob o pretexto de economizar recursos financeiros, que seja investido, prioritariamente, no futuro de nossas crianças e jovens, a exemplo de outros países que obtiveram resultados econômicos positivos a partir da educação.
COLETIVO FORMIGUEIRO JOINVILLE
Era uma escola muito engraçada, não tinha professores, não tinha alunos, não tinha nada. Essa poderia ser apenas uma paródia dos versos de Vinícios de Morais, para falar de mais uma escola sucateada. Mas é na verdade o destino de diversas escolas catarinenses.
Transformadas em meros números, as escolas agora precisam “render” pelo menos 120 matrículas, do contrário, fim da linha. Esse é o limite de viabilidade das escolas determinado pelas Gerências Regionais de Educação (Gered).
Seguindo a lógica do mercado, o governo do Estado de Santa Catarina consulta a comissão do Plano de Ofertas Educacionais (POE), vinculada à Secretaria de Estado da Educação (SED), para determinar quais escolas continuam abertas e quais serão descontinuadas. Somente em Joinville, com a “ociosidade” de aproximadamente 13 mil vagas, o governo do estado, nos últimos anos, fechou cinco estabelecimentos de ensino: Escola Rui Barbosa, Escola Conselheiro Mafra, Escola Monsenhor Sebastião Scarzello, Escola Plácido Xavier Vieira e Escola Dr. Elpídio Barbosa. Além da queda da demanda, o fechamento destas escolas é justificado pela dificuldade em recuperar estruturas físicas de prédios danificados pela ação do tempo.
Na região Norte de Santa Catarina, além de Joinville, outros municípios foram afetados com o fechamento de escolas, enturmação e municipalização. Em Jaraguá do Sul: Escola Erich Gruetzmacher, Escola Giardini Lenzi e Escola Professora Lília Ayroso Oschsler; em Schroeder: Escola Miguel Couto; em Corupá: Escola São José.
Em termos numéricos, dados do último Censo Escolar apontam que, em Santa Catarina, entre 2015 e 2016, as matrículas no Ensino Médio encolheram de 197 mil para 191 mil. Os dados à disposição não detalham as razões da queda nas matrículas dos jovens com idade entre 15 e 17 anos, os quais deveriam cursar o Ensino Médio. Poderia ser a baixa atratividade das aulas, ingresso no mercado de trabalho, queda da taxa de natalidade, migração. Mas estas possibilidades não são tão relevantes para as ADR’s. O que importa, ao que parece, é a economia de recursos públicos na educação: fim do pagamento de aluguéis de prédios, paralisação de reformas, e demissão de professores temporários. Com esses números somados às diminuições de alunos no Ensino Fundamental, o chamado reordenamento escolar avança pelo estado
Na outra extremidade dessa conta o Censo Escolar mostra que em 2016, em Santa Catarina, houve um aumento de 10 mil matrículas na pré-escola. Mas há também um déficit de 78 mil vagas em creches, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, divulgado em março de 2017. Em breve deverão ser divulgados dados do Censo 2017, realizado de maio a julho.
Precisamos somar esforços para que a educação escolar seja prioridade dos governos e, ao invés de fechar escolas sob o pretexto de economizar recursos financeiros, que seja investido, prioritariamente, no futuro de nossas crianças e jovens, a exemplo de outros países que obtiveram resultados econômicos positivos a partir da educação.
COLETIVO FORMIGUEIRO JOINVILLE
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ResponderExcluirmuita boa a matéria bem elucidativa
ResponderExcluirna minha opinião acho que deveriam medir esforços para que a educação escolar seja prioridade dos governos, ao invés de fechar escolas sob pretextos de encaminhar recursos financeiros, seja investido, no futuro das crianças e jovens, a exemplo de outros países que obtiveram resultados econômicos positivos a partir da educação
ResponderExcluirMais escolas já ...
ResponderExcluirna minha opinião acho que a educação escolar poderia ser melhor por que encaminha os alunos a aprenderem sobre o futuro.
ResponderExcluira matéria ficou ótima,a educação tem que ser prioridade dos governos até porque educação leva uma pessoa a ter um futuro bom e sem educação nao leva a nada
ResponderExcluirArrumam qualquer desculpa para fechar o que não poderia ser fechado, sendo que a educação teria que ser prioridade hoje, e depois o prédio fica abandonado, como tantos já estão.
ResponderExcluireu acho que a educação escolar deveria ser prioridade dos governos
ResponderExcluirfechar escolas como a gente aqui em Joinville é não investir nas criancas e adolescentes,e´ruim pra cidade ruim pra todo mundo.
Todos com absoluta razão. Investir em educação deveria ser prioridade para qualquer governo. Fechar escolas vai na contra-mão da história! Agradecemos pelos comentários!
ResponderExcluircerteza, falam muito em educação, mas na prática a teoria é outra.
ResponderExcluirNesta semana mais uma escola estadual foi fechada em JOinville, quem acompanhou?
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