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Livre trânsito para todas as idéias

domingo, 1 de outubro de 2017

O que está por trás do separatismo

Por Domingos Miranda

Júlio César, o maior conquistador do império romano, tinha por tática semear a divisão entre seus inimigos antes de atacá-los. Esta máxima continua valendo até hoje e uma forma de aplicá-la é com o separatismo. A Espanha está agitada nos dia de hoje por causa do plebiscito sobre a independência da Catalunha. O governo espanhol, com a sua truculência de sempre, acabou dando mais força aos independentistas. Mas, no fundo, se a Espanha for dividida, ninguém sairá ganhando, com exceção dos Estados Unidos, que interessa ter nações fracas para dominá-las.



Esta tática foi usada para desmantelar a antiga União Soviética. Os EUA insuflaram a criação de vários países que depois se tornaram inimigos da Rússia. Na mesma época o governo americanotrabalhou para o fim a Iugoslávia. Na época do marechal Tito a Iugoslávia era respeitada na Europa e no mundo ao encabeçar os países não alinhados. Com a desintegração de seu território, na década de 90, surgiram seis novos países e todos eles sem qualquer expressão geopolítica.

Antes dos americanos, o imperialismo inglês usou a mesma tática quando do processo de independência da Índia. A colônia da Ásia, o diamante da Coroa, tinha uma população seis vezes maior que a metrópole, por isso os dominadores dividiram o país em dois (Índia e Paquistão), usando como artifício a religião. Vinte anos depois surgiu um terceiro país com mais de 100 milhões de habitantes: Bangladesh.

Há uma tendência para o separatismo entre os países mais pobres, mas que não levam a nenhum ganho, pelo contrário. Um exemplo marcante nisso é o Iraque, que entrou numa guerra fratricida logo após a invasão dos Estados Unidos e a deposição de Saddam Husseim. Isso facilitou a instalação do Estado Islâmico, um grupo terrorista financiado pela CIA a fim de fazer o trabalho sujo contra os inimigos dos americanos.

No Brasil não estamos livres desta praga. São Paulo fala em criar um Estado independente, no Sul alguns tresloucados levantam esta bandeira e até o Nordeste já almejaseparar-se. A Amazônia poderia ser internacionalizada, segundo já consta em alguns mapas escolares do Tio Sam. Se estas ideias prosperarem, o Brasil ficaria restrito aos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Centro-Oeste. O que ganharíamos com isto: absolutamente nada. Mas os Estados Unidos sim, seria muito beneficiado, pois ficaria mais fácil dominar países fracos.

Não sou monarquista, mas o grande mérito do império foi impedir que o Brasil se fragmentasse, como aconteceu na América espanhola. Não podemos permitir que esta dádiva (um país com grande extensão territorial, com a mesma língua e sem conflitos religiosos) desapareça por causa de ideias estapafúrdias como a de que é mais fácil governar países menores. Se quisermos almejar um protagonismo a nível mundial precisamos garantir a nossa integridade territorial. E para isso é necessário forjar uma ampla frente, suprapartidária, para garantir a nossa soberania. Nosso objetivo é garantir um Brasil livre, justo e soberano. Fora os traidores da pátria.





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