Por Domingos Miranda
Entre os dias 19 e 28 de março a víbora fascista mostrou a sua cara durante a Caravana de Lula no Sul do Brasil. Ruralistas e seus sabujos da classe média atacaram Lula e seus apoiadores com espancamentos, pedras e ovos além de bloquearem as rodovias com tratores e pneus queimados. O mais grave foi o disparo de armas de fogo em dois dos três ônibus da comitiva onde estavam dois ex-presidentes da República, fato inédito em nossa história. A pergunta que fica no ar: qual a razão de tanto ódio? É a herança escravocrata desta elite que teme perder seus privilégios. Lula criou várias universidades na região por onde passou e quem sempre mandou não admite que o filho do peão tenha um diploma universitário. A madame não quer ver a filha da empregada doméstica estudando medicina. Simples assim.
O sociólogo Jessé Souza, em seu livro “A Elite do Atraso”, explicou que esta casta privilegiada da nossa sociedade ainda mantém arraigado um preconceito que remete à nossa escravidão: os de baixo devem aceitar o seu lugar. O governo petista de Lula e Dilma não atacou nenhum direito dos ruralistas, até pelo contrário, nestes 13 anos a produção rural deu um fenomenal salto na produção. O crédito rural cresceu e muita dívida foi anistiada por conta da bancada que representa o setor, a mais forte do Congresso. Portanto, não haveria motivo para este ódio, a não ser a arrogância de classe.
O acesso à educação no Brasil foi um privilégio para as classes mais abastadas até o início do século 20. Na década de 50 houve um grande debate para a introdução do ensino público gratuito no segundo grau. Os setores conservadores não aceitavam quebrar o monopólio das escolas privadas nesta área mas grandes educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro conseguiram derrubar esta barreira. Na época de Lula e Dilma houve uma grande expansão no número de universidades públicas e institutos técnicos, principalmente nas regiões mais pobres. Também, nas últimas duas décadas, foram introduzidas as cotas para alunos negros, indígenas e pobres. Isto foi motivo de descontentamento dos segmentos que tinham mais facilidade para adentrar nas melhores faculdades por serem oriundos de escolas secundárias mais elitizadas.
Então, quando Lula resolve percorrer a região Sul, esta elite tradicionalmente mais organizada, coloca as garras de fora, aproveitando a campanha midiática contra a esquerda desencadeada nos últimos quatro anos. O ovo da serpente do fascismo estava sendo chocado neste período e agora quebrou a casca. A morte da vereadora Marielle Franco, no Rio, também ocorre dentro desta maré direitista.
A campanha maciça desenvolvida na mídia para implodir a candidatura Lula não surtiu o efeito desejado. Mesmo que a justiça partidarizada tenha condenado o ex-presidente, a sua popularidade só vem crescendo. E aí bateu o desespero nos setores golpistas. O ataque a tiros à comitiva onde estava Lula é de uma gravidade tremenda. Os meios de comunicação estrangeiros deram mais destaque a este atentado do que a imprensa brasileira, que está amarrada aos golpistas.
A resposta a este acirramento de forças deve ser a unidade dos setores democráticos. Devemos estar preparados para outros golpes pois a violência faz parte do DNA do fascismo. Garantir a participação de Lula no pleito de outubro é a principal tarefa da sociedade. É uma luta de Davi contra Golias porque a grande mídia, a maioria do Legislativo, o Judiciário e as forças de segurança tentarão impedir a volta do ex-presidente petista. Mas a imensa maioria da população já viu que o golpe foi um atraso para a soberania nacional, para as garantias trabalhistas e sociais e um atoleiro para o emprego. Só um governo eleito democraticamente terá condições de tirar o país da crise.
Entre os dias 19 e 28 de março a víbora fascista mostrou a sua cara durante a Caravana de Lula no Sul do Brasil. Ruralistas e seus sabujos da classe média atacaram Lula e seus apoiadores com espancamentos, pedras e ovos além de bloquearem as rodovias com tratores e pneus queimados. O mais grave foi o disparo de armas de fogo em dois dos três ônibus da comitiva onde estavam dois ex-presidentes da República, fato inédito em nossa história. A pergunta que fica no ar: qual a razão de tanto ódio? É a herança escravocrata desta elite que teme perder seus privilégios. Lula criou várias universidades na região por onde passou e quem sempre mandou não admite que o filho do peão tenha um diploma universitário. A madame não quer ver a filha da empregada doméstica estudando medicina. Simples assim.
O sociólogo Jessé Souza, em seu livro “A Elite do Atraso”, explicou que esta casta privilegiada da nossa sociedade ainda mantém arraigado um preconceito que remete à nossa escravidão: os de baixo devem aceitar o seu lugar. O governo petista de Lula e Dilma não atacou nenhum direito dos ruralistas, até pelo contrário, nestes 13 anos a produção rural deu um fenomenal salto na produção. O crédito rural cresceu e muita dívida foi anistiada por conta da bancada que representa o setor, a mais forte do Congresso. Portanto, não haveria motivo para este ódio, a não ser a arrogância de classe.
O acesso à educação no Brasil foi um privilégio para as classes mais abastadas até o início do século 20. Na década de 50 houve um grande debate para a introdução do ensino público gratuito no segundo grau. Os setores conservadores não aceitavam quebrar o monopólio das escolas privadas nesta área mas grandes educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro conseguiram derrubar esta barreira. Na época de Lula e Dilma houve uma grande expansão no número de universidades públicas e institutos técnicos, principalmente nas regiões mais pobres. Também, nas últimas duas décadas, foram introduzidas as cotas para alunos negros, indígenas e pobres. Isto foi motivo de descontentamento dos segmentos que tinham mais facilidade para adentrar nas melhores faculdades por serem oriundos de escolas secundárias mais elitizadas.
Então, quando Lula resolve percorrer a região Sul, esta elite tradicionalmente mais organizada, coloca as garras de fora, aproveitando a campanha midiática contra a esquerda desencadeada nos últimos quatro anos. O ovo da serpente do fascismo estava sendo chocado neste período e agora quebrou a casca. A morte da vereadora Marielle Franco, no Rio, também ocorre dentro desta maré direitista.
A campanha maciça desenvolvida na mídia para implodir a candidatura Lula não surtiu o efeito desejado. Mesmo que a justiça partidarizada tenha condenado o ex-presidente, a sua popularidade só vem crescendo. E aí bateu o desespero nos setores golpistas. O ataque a tiros à comitiva onde estava Lula é de uma gravidade tremenda. Os meios de comunicação estrangeiros deram mais destaque a este atentado do que a imprensa brasileira, que está amarrada aos golpistas.
A resposta a este acirramento de forças deve ser a unidade dos setores democráticos. Devemos estar preparados para outros golpes pois a violência faz parte do DNA do fascismo. Garantir a participação de Lula no pleito de outubro é a principal tarefa da sociedade. É uma luta de Davi contra Golias porque a grande mídia, a maioria do Legislativo, o Judiciário e as forças de segurança tentarão impedir a volta do ex-presidente petista. Mas a imensa maioria da população já viu que o golpe foi um atraso para a soberania nacional, para as garantias trabalhistas e sociais e um atoleiro para o emprego. Só um governo eleito democraticamente terá condições de tirar o país da crise.








